The Insane Clock

Insane clock in my head, strange hours that doesnt exist

Sunday, June 07, 2009

Green-joke

Nada como se divertir às suas próprias custas. Modelo eficiente de piada, muito ecológico. E leio Dom Casmurro com alguns anos de atraso. Muito mau caráter esse Bentinho, hein? Cada vez fico mais itrigada com o tal julgamento anual que fazem na Universidade de Coimbra sobre a inocência ou culpa de Capitu! Capitu era uma santa...acredito que ela devia ser punida se absolvida no caso em questão. Aquele bem que merecia...esse tal de Casmurro está atravessado.

reloginho insano 2.0.0.9

Só mesmo um relógio insano pra começar o ano lá pelo meio. Acho que vou pro fim dele, não quero andar pra trás. Não curto andar de costas, costumo cair. As coisas andam um pouco sozinhas, os dedos um tanto congelados em frente ao computador arejado aqui de casa (teclo com vista para a lua e o vento). Sim, este é um post memorável...dotado de ilustre inutilidade. Quase que um "só pra constar pra mim mesma que eu estou viva". Assim como alguém um dia disse a bela frase "eu só vim avisar que não vou vim".
Eu fui, mas não estou bem aqui. Não bem de estado de humor, mas de (im)precisão de lugar. A mente talvez já tenha ido pastar. Muuuuu

Friday, November 28, 2008

Pra ficar número ímpar

Depois que 'mano' virou substantivo, a vida mudou muito.
Agora eu preciso sempre olhar para os lados antes de atravessar as ruas.
Essa desconexão aumenta o mistério do mundo. Do tipo: se você achar relação entre as duas frases acima ganha um doce. (um doce qualquer, um doce de sua escolha)
Comichões. Tudo muito estranho, tão estranho que dá medo. Terminar uma coisa de cada vez, eu ainda tenho uma coisa pela metade, depois eu penso nas outras metades...
E o medo é o antídoto do medo. E sempre será. Pelo menos no meu caso.

Sveglia

Tudo apagado e comecei de novo. Isso é Sveglia.
O caixa eletrônico é Sveglia, mas os bancos não. São simples coisas de que não precisamos saber.
Eu também sou Sveglia, mas só de vez em quando. Hoje de manhã eu era. Agora talvez eu ainda seja.
O que a Clarice acharia disso tudo?

Monday, October 06, 2008

Chega de setembro por esse ano!

Uma pitada de insipidez e de inconformismo dos entes próximos. Eu ainda sou aquela que

Friday, September 26, 2008

PRORROGAÇÃO. SONO ATRASADO. PENSAMENTOS INCOERENTES. LOUCURA. VISTA AO MP. INTERNAÇÃO. RECURSO PROVIDO EM PARTE.

Tarde, é tarde!, não de tarde, mas mais tarde. Quanto alarde por uma insônia programada. Já até imagino a cabeça no travesseiro....e às vezes não só a minha.

Acabei de inventar o título-ementa, a mais nova abominação do mundo
insano.

São tantas as coisas que talvez nem sejam nada

Irritação corre pelas bordas dos dedos das mãos e dos pés. Quero ganhar aquele mato interior que me traz a paz árcade. Preciso daquela borboleta azul que segue pelas cachoeiras até o final da escalada. O gosto do mar só ficou por meras convenções sociais, o paladar já não se lembra mais. A lua que vejo é o reflexo de alguma bolota de vapores podres sobre o ar urbano. Preciso de árvores selvagens, aqui todo o verde possue coleira. Os passaros daqui não gorjeiam como lá, eles bebem café e sofrem de stress.

Esta violência ao que um dia já foi voltará....e em dobro.

Monday, September 08, 2008

Talvez assim menas gente perda as paciência a toa...

Experiências sociológicas obrigatórias: aulas teóricas no famigerado CFC. Não, eu não tenho dezoito aninhos, apenas adiei alguns anos a independência automotora.
Talvez dela decorra a descentralização abaixo. Eu geralmente aplico aquilo que aprendi no cotidiano (mentira).
Fato é que me assustei com a falta de educação escolar das pessoas. Dá medo. É o tipo de coisa que depois não justifica você falar um monte de blá blá blá sobre educação e que cada um tem sua oportunidade. Talvez tenha sido pior pelo fato de morar na periferia, talvez não, tenho certeza. Queria ver algo do tipo nos Jardins. As classes deveriam ser mescladas de propósito, colocar alguém que ainda não completou o fundamental com outro que entrou em alguma faculdade pública da vida. É o tipo de visão que pode educar muita gente bitolada.
De ver o esforço das pessoas tentando responder um teste como o abaixo descrito me faz sentir ainda mais raiva da desigualdade:

"9. Ao perceber que será ultrapassado, o condutor deve:
a) Sair para o acostamento.
b) Parar o veículo.
c) Acelerar o veículo.
d) Não deixar que seje ultrapassado.
e) Manter ou reduzir a velocidade facilitando a ultrapassagem."*

*exercício retirado da revista do CFC, incluindo o erro de
portugês.

Descentralizando a tolerância

Alegria que parte não sei de onde e funde não sei em quê. Copiosa, eu.
Essa necessidade absurda de auto-afirmação, eu prefiro sempre lembrar que eu sou eu. E me misturo ao tudo, absorvo muitas coisas, filmes e pessoas. Às vezes eu vivo um pouquinho de tudo. Também gosto de sentir a indiferença. Visualizar cada movimento e perceber o que poderia acontecer (claro que a visão é imperfeita) e no fim acabar fasendo coisa diversa.
As coisas devem ser assim, porque o são. Não é resignação, é nadar no fluxo. Parei de furar onda quando tinha uns doze anos.

Thursday, August 21, 2008

A casa, o buda e o ditoso

O título é uma homenagem (ou uma afronta) ao Ubaldo. Ele me fez rir essa semana.
O problema é conviver consigo mesma em meio a um tudo tão insípido. Continuo me afogando no cotidiano.
Ainda bem que eu sempre terei as minhas idéias. E idéias são ótimas bóias.

Também não me esqueço mais do que quero e de quem sou.

Friday, July 11, 2008

Epifania

A rede balançando e as águas, águas vivas com peixinhos voadores. E todas aquelas paredes que em mim se tornaram cor de abóbora. Os bancos que não eram só para sentar, mas também apoiar as duas garrafas largadas uma em cada canto, gêmeas. Ventilador salvador, janela indiscreta, meninas, o café já está na mesa. A escadinha um tanto épica e o banco de namorar. Da platéia também não esquecerei.

Aquilo tudo me lembrou da vida.

dob Sigur Rós: Festival

Isa e o vale?

Nem todos vivem de poesia ruim. Alguns ganham este posto com merecimento. Outros sofrem no papel ou na tela, tentando algo perto do ruim.
Tudo assim sem muita intenção. Hoje as idéias estão fracas, meio congeladas no vento da rua aqui de casa. Aliás, um vento este sem por quês. Ele começa sei lá onde e termina no meu quarteirão. Pode estar o melhor dia ensolarado, sempre restará aqui uma brisa gelada...um El Niño provinciano que brota do chão.
Agora o que me resta é o frio de um chá e o quente do cobertor. Um filme pra adormecer, filme que merecia ser visto, mas que será sonhado com atenção.